Cidade histórica de Piranhas

Cidade histórica de Piranhas Cidade histórica de Piranhas Cidade histórica de Piranhas

Piranhas é um município brasileiro localizado no oeste do estado de Alagoas. Sua população é de 21.716 habitantes e sua área é de 409,1 km² (53,23 h/km²).

Limita ao norte com o município de Inhapi, ao sul com o estado de Sergipe, a leste com os municípios de São José da Tapera e Pão de Açúcar, a oeste com o município de Olho d'Água do Casado e a nordeste com o município de Senador Rui Palmeira.

Piranhas ficou nacionalmente conhecida por ser a cidade onde a cabeça de Lampião, e outros do seu bando, ficaram expostos após decapitação. Em Piranhas também foi rodado o filme Baile Perfumado, com o mesmo tema do cangaço. No museu da cidade pode ainda ser visto várias fotos do bandido Lampião, inclusive a famosa foto que mostra o empilhamento das cabeças na escadaria da prefeitura do município. Neste mesmo museu trabalha hoje, como auxiliar, um dos policiais que, na época, mataram Lampião e seu bando.

O município ainda é banhado pelo majestoso rio São Francisco. Piranhas foi reconhecida como patrimônio histórico nacional pelo IPHAN.

Dentre as festas que mais se destacam na cidade estão o carnaval, que se realiza no centro histórico. O forrogaço no bairro Xingó, que se realiza no início de junho, comemorando o aniversário da cidade e antecipação das festas juninas.

Cidade razoavelmente calma, com bom desempenho turístico, mas com uma econômia muito fraca e totalmente dependente do recebimento de royalties, provenientes da Chesf.

No sertão de Alagoas, a 280km da capital, Maceió, Piranhas, que se divide em “de Baixo e de Cima”, vem há algum tempo chamando a atenção, especialmente para a própria geografia, cuidadosamente moldada entre a caatinga e os rios São Francisco, Boa Vista (ou Piranhas), Urucu e Capiá.

Mas também seu casario colonial, disposto irregularmente em morros e baixadas, o artesanato singelo, a gastronomia, que inclui o saborosíssimo pitu, e a gente simples e cativante fazem da cidade a quarta mais visitada do estado.

A sensação que se tem ao chegar ao lugarejo é inexplicável, tamanha a energia que envolve o conjunto arquitetônico. Para começar, a orquestra filarmônica saúda os visitantes com músicas variadas no Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros. O conservatório, o único de Alagoas, está instalado na casa onde dom Pedro II pernoitou em sua passagem pela cidade, em 1859, na parte alta.

De lá, parte-se para o percurso turístico, que passa pelo Museu do Sertão, pela Igrejinha de São Francisco e pelo Café da Torre, na parte baixa, até os mirantes, de onde se avistam os limites da cidade, emoldurados pelo Velho Chico. À noite, a Banda de Pífaros, comandada pelo músico e instrumentista Egildo Vieira, se apresenta na praça.

São 25 mil habitantes em um município de ruas limpas e fachadas cuidadosamente pintadas em várias cores. Em um sistema adotado pela prefeitura, os moradores escolhem a cor e a administração pública providencia a pintura. Assim, não há uma só casa com aparência de descuido, nem as pontes e os meios-fios. O zelo é tanto que a cidade mais parece um cenário de cinema. Prova disso são os filmes que foram rodados lá (Lampião e Baile perfumado), sem falar na novela da TV Globo Cordel encantado, também ambientada em Canindé do São Francisco .

Piranhas é a única cidade do semiárido nordestino tombada como patrimônio histórico nacional. Foi fundada no século 18, quando o local era conhecido por Tapera. Conta-se que, em um riacho, hoje chamado das Piranhas, um caboclo pescou uma grande piranha, levando-a para casa depois de parti-la e salgá-la. A história foi transmitida de geração a geração e, segundo consta, denominou o lugar, que cresceu próximo ao riacho.

A centenária Piranhas, às margens do Rio São Francisco, faz limites com Olho d’Água do Casado, Pão de Açúcar, São José da Tapera, Inhapi e Rio São Francisco. Está 47m acima do nível do mar e tem uma área de cerca de 410km². Sua temperatura máxima chega aos 40 graus, com sensação de bem mais. As principais atividades econômicas são a pesca e a agricultura de subsistência. (EC)

Antiga ferroviária O Museu do Sertão fica no bem conservado prédio pertencente à antiga Rede Ferroviária, onde também estão o Centro de Exposição e Cultural de Artesanato, a Casa do Patrimônio, a Torre e o Centro Cultural Miguel Arcanjo de Medeiros.